terça-feira, 20 de maio de 2008

Coisas que só acontecem aqui

Hoje fui no supermercado pela quinta vez em menos de uma semana. Coisas de quem mora perto do supermercado mas nem tanto, deixa pra fazer as compras quando já não tem absolutamente nada em casa e não tem carro pra carregar tudo de uma vez só. Mas não estou aqui pra falar disso. Estou aqui pra falar do que aconteceu no supermercado.
Estava na fila do caixa pra pagar e na minha frente estava uma mãe com a filha de uns 7 ou 8 anos. Ao passar um brinquedo pelo scan, a menina do caixa reparou que o brinquedo estava quebrado e avisou à mãe, perguntando se ela queria trocar. Aí a mãe respondeu: "não, não vou trocar, foi minha filha que deixou o brinquedo cair no chão e quebrou. Por isso vou levar quebrado mesmo". Que nem no Brasil, né?
E isso me fez lembrar de um outro acontecimento, há mais ou menos umas 3 semanas. Estava entrando na estação do metrô e notei que um grupinho de pessoas estava num canto, aparentemente esperando alguma coisa, mas não pareciam se conhecer. Bom, antes deixa eu explicar como funciona a entrada do metrô aqui, pois não é que nem no Brasil. Tem sempre um ou 2 guichês já ao lado da roleta por onde a gente passa se não tiver o cartão MetroPass (que garante um mês de viagens ilimitadas) ou um token, que é uma moedinha que a gente pode comprar com o carinha do guichê ou então em máquinas na entrada da maioria das estações. Existem várias roletas pra quem tem o cartão ou o token, mas quem vai comprar um ticket só praquela viagem naquele momento tem que passar pelo carinha no guichê ao lado daquela única roleta. Enfim, continuando... Quando fui passar pela roleta percebi que o guichê estava vazio e tinha um papel colado no vidro dizendo que o atendente tinha precisado sair e voltava em 10 minutos. Que quem tivesse o dinheiro trocado era só colocar na urna de vidro e passar normalmente. A roleta estava destravada, era só passar. E sabe por que o grupinho de pessoas estava esperando? Porque eles não tinham dinheiro trocado, então estavam esperando o carinha voltar pra poderem pagar, pegar o troco e aí sim passar pela roleta. Na maior honestidade. Que nem no Brasil, né??

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